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ESCOLARIZAÇÃO, ESPAÇO E TEMPO NA PERSPECTIVA HISTÓRICA

Page history last edited by PBworks 4 years, 7 months ago
Atividade 2
1-Que elementos constituem e diferenciam as infâncias mostradas no filme “A invenção da Infância” e as crianças que você trabalha?
O filme nos relata dois tipos de infância, bem como a necessidade de que cada criança tem de poder vivê-la a seu tempo, mas infelizmente em ambos os casos pode-se observar que estão tornando-se adultas muito mais cedo.Umas porque os pais simplesmente não têm condições de evitar o trabalho precoce; outras, devido à agenda sobrecarregada imposta pela família, como aulas de balé e natação, idiomas e música, sem nunca terem se sujado no barro. Muitas crianças também não têm mais sonhos próprios, pois deram à televisão o direito de imaginar por elas.
Há casos em minha sala de aula que me deixam muito triste. Embora ainda muito pequenos alguns alunos deixam de ir a aula para ficar em casa cuidando dos irmãos ou ajudando a organizar a casa já que os pais trabalham fora e não tem condições de pagar alguém para substituí-los.
Sabemos que as crianças necessitam brincar, que adoram perder tempo com os colegas e amigos, mas muitas vezes somos nós professores e até os próprios pais que não proporcionamos momentos para que possam viver como crianças.
2-“Nem todas as crianças têm direito a ter infância”. Você concorda ou discorda desta afirmação?
Acredito que independente de raça, cor ou classe social, todas as crianças têm direito a ter infância. Portanto discordo desta afirmação.
Mesmo sabendo que a infância é um direito de todas as crianças, muitas não a têm ou a vivem como adultos. Alguma não tem tempo, pois estão assoberbadas de atividades fora do ambiente escolar, como balé, aulas de outros idiomas, etc. Outras vivem uma realidade mais cruel, trabalhando em ponto de esmola na esquina, se prostituindo para poder sobreviver. Enfim independente da realidade que cada criança vive, todas tem o direito de ter infância.
Direito a ter infância todas as crianças devem ter, o que acontece é que nem para todas estes direitos são atribuídos.
 
3 - Após a leitura com o auxílio do glossário e reflexão do texto: “As crianças e a Infância: definindo conceitos, delimitando o campo” de Manuel Pinto e Manuel Jacinto Sarmento. Explicite dois paradoxos apresentados pelos autores e exemplifique estes a partir de situações que vivencias em teu cotidiano:
 
1º - “No fato de sendo as escolas consideradas pelos adultos como importantes para a sociedade, não ser reconhecido como válido o contributo das crianças para a produção do conhecimento.”
A escola é considerada um meio de muita importância na educação social, de crianças e de adultos. É por meio dela que acreditamos numa sociedade e num futuro melhor.
Na escola muitos são os objetivos para formar cidadãos críticos, capazes de transformar a realidade que estão submetidos.
Infelizmente, em nossas realidades escolares e até familiares, encontramos pais e professores que não acreditam na capacidade de seus filhos e alunos, muitas vezes reprimindo-os.
Falamos em uma educação construtivista e, no entanto ainda percebe-se que em muitas salas de aula, os conhecimentos trazidos da cultura de cada um, não são levados em consideração.
A falta de recursos didáticos também é um fator que agrava a situação das escolas, desmotivando muitos professores e alunos.
Se a escola é considerada importante para os adultos e as crianças consideradas futuro para a sociedade, não pode haver uma educação que não leve em conta o que os principais sujeitos de aprendizagem trazem consigo.
 
2º - “No fato de os adultos postularem que deve ser dada a prioridade as crianças, mas cada vez mais as decisões políticas e econômicas, com efeito, na vida das crianças serem tomadas sem as ter em conta.”.
Muitos são os direitos reservados para as crianças, afim de que possam viver bem sua infância. Fala-se há algum tempo na prioridade das crianças na sociedade, e se criam leis que garantem tal prioridade, mas ao mesmo tempo essas crianças não têm oportunidades de viverem realmente o que lhes é atribuído.
Muitos são os discursos de até criar novos propósitos, novos modelos para a infância, esquecendo que o erro não se encontra por escrito, mas na ação de adultos em favor da infância.
As crianças não têm direito de expor a sua vontade, e ao mostrarem em sua rotina as suas verdadeiras necessidades, parecem ser rotuladas e esquecidas, por uma sociedade que diz garantir o seu futuro.
Em minha realidade escolar vejo crianças com necessidades de maior atenção dos familiares, e sinto que procuram em mim a proteção que falta na família.
Tenho mães que dão prioridade em “fazer” crianças, porém ficam em segundo plano nas decisões familiares, tanto em afeto quanto em necessidades materiais, deixando-lhes faltar carinho, proteção, roupas e em muitos momentos alimentos.
 
 
 
 

 

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